O hábito da auto-flagelação

Troquei de coluna na escala a pedido do chefe, o que significa que, até o fim de agosto, terei feito 4 blocos de UTI (13h/dia) dentro das últimas 5 semanas. Nem posso reclamar, pq depois de cada um tive uns dias de folga, tive vários fins de semana de folga e tals, mas a sensação é de que não tenho rotina há séculos!
E bizarramente, depois de ter um verão relativamente tranquilo, apareceram mil atividades sociais nas últimas duas semanas. E são aquelas circunstanciais, que eu não quero deixar passar ou pq a companhia não vai estar aqui, ou pq quero aproveitar o restinho do verão enquanto ainda tá quente e ensolarado. Então semana passada encontrei a Cat, que veio da Áustria a trabalho, a Val, que veio num mochilão com a amiga e nos encontramos duas vezes, fui caminhar com a Sophie que não íamos há um tempão, então está uma delícia. Pra completar, hoje tenho uma reunião no fim do dia com uma ex fellow de pesquisa aqui do hospital, amanhã combinei de comemorar o aniver da minha cunhada com ela e depois a Tati e eu vamos tentar ir jantar pra botar o papo em dia, mas se não der também já tenho um plano B, que é tomar uns drinks com o pessoal do trabalho, que falei que iria caso minha amiga cancelasse. 

Só que no fim dessa maratona tem um fim de semana de plantão, e depois uma noite de plantão, e depois uma viagem! Ou seja, to aqui numa pausa no trabalho tentando fazer um planejamento estratégico usando táticas de guerrilha, pq me sobram exatamente 2 meios períodos pra fazer toda aquela função pre-viagem sabe? E na terça que vem o Alex chega, vamos jantar fora e obviamente quero resolver tudo antes de ir pro aeroporto, porque quero ficar bem de boa curtindo a companhia dele, sem aquela checklist mental de “tenho que separar X Y e Z pra botar na mala”, especialmente considerando que vamos pra um casamento então a mala tem que ser mais planejada.

Só que assim… Tem toda a minha listinha de afazeres da vida normal, sabe aquelas coisas que a gente vai deixando? Falar com ciclano sobre um negócio do trabalho, marcar hotel pra próxima viagem antes que fique muito em cima da hora, organizar o orçamento, separar livros pra estudar, ligar pra amiga que não falo há um mês, responder e-mails que estão mofando com a pomba na balaia, a lista segue.

E se tem uma coisa na vida que eu tenho a maiooor dificuldade de ver pelo lado bom, essa coisa é a minha lista de afazeres!!! To sempre me culpando pq to escrevendo a mesma coisa na listinha da semana há várias semanas, pq to curtindo um oba-oba social sem fazer coisas mais importantes a longo prazo, pq o chefe vai voltar de férias e ficar de cara que ainda não tenho resultados pra mostrar, etc.

Ontem à noite, fiquei vegetando na cama vendo a cerimônia de encerramento das olimpíadas e pensando “MELDELS tenho tanta coisa pra resolver e to aqui vegetando, sou muito inútil mesmo”.

Enfim, uma sofrencia ridícula, mas que faz super parte do meu dia a dia.

Só quando o Alex falou “be kind to yourself” é que fui me tocar que depois de um dia normal de trabalho, passei numa exposição que fica só até sexta e eu queria muito ver, aí cheguei em casa, resolvi um problema com a Amazon de um produto que não veio e jantei uma jantinha saudável ao invés de capitular pra pizza da desistência. Ou seja: podia ter sido melhor, mas podia ter sido muito pior também né?

Então decidi que vou começar a escrever tudo que já fiz/resolvi na minha lista de afazeres só pra riscar – quem sabe assim, eu me forço a registrar conscientemente que, entre o e-mail que eu respondi enquanto tomava meu chá e o almoço do trabalho que deixei pronto no domingo, até que to me virando bem em termos de gerenciamento do tempo – e o que precisa melhorar mesmo é o gerenciamento de prioridades que deve ser o que mais importa pra não ficar com essa sensação de culpa! E que, como boa procrastinadora que sou, vou empurrando com a barriga as coisas mais importantes até que elas sejam urgentes e impossíveis de ignorar. 👍🏻

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Há flores em tudo que eu vejo

(ATENÇAO: overdose de fotos porque fiquei orgulhosa, ok?! Malzaê pelos 9173 minutos que vai levar pra carregar)

Eu sempre tive o maior fascínio por campos de lavanda. Aquele lilás a perder de vista, e o imaginário do cheirinho de lavanda no ar, sempre me fascinaram. Aquela imagem mental de guia de viagem da França, sabe?

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Essa imagem morava no mesmo lugar da minha mente que os ciprestes da Toscana e os campos de tulipas da Holanda, ambos desejos antigos que sou muito, muito grata por já ter realizado. Eu tinha certeza que, se um dia na vida fosse à Provence, seria na primavera, e planejaria a viagem toda em torno do cronograma de floração das lavandas. Só que, ao mesmo tempo, não é uma viagem em destaque nas minhas prioridades, porque pode ser feita em qualquer época da vida, talvez até melhor numa vibe mais slow travel, então enquanto o orçamento e o tempo são limitados (#otimista), vou pensando naquelas que exigem mais energia ou menos tempo/dinheiro. Mas sempre com aquela imagem mental em 3D com cheiro de lavanda!

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Até que, ano passado, vários brasileiros que eu sigo aqui em Londres foram ao Mayfield Lavender Farm, uma fazenda de lavanda orgânica no sul de Londres. Matar uma vontade antiga com menos tempo e menos dinheiro envolvidos? PRESENTE!

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Aí umas semanas atrás falei com a Helena e o Léo, uns QUIRIDUX de Floripa que se mudaram pra cá na mesma época que eu e o Alex. Eu sabia que esse era um programa perfeito pra amantes de fotografia, e eles toparam na hora. Chegou o fim de semana que tínhamos combinado. No sábado à noite, todas, TO-DAS as etapas do meu vôo de volta de Paris atrasaram. Cheguei em casa ligada no 220, não conseguia dormir por nada, mas às 7 da manhã do domingo, acordei num pulo: SOL!!!

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Às vezes até eu me surpreendo com a minha disposição, mas a verdade é que eu adoro os efeitos da imprevisibilidade do tempo aqui na Inglaterra. Fez sol? Fez calor? VAMOS PRA RUA, mermão, porque pode acabar amanhã mesmo! Acho isso um ótimo exercício pra vida. Afinal de contas, tudo pode –mesmo– acabar amanhã mesmo. Né?!

Chegamos cedo, mas naquele deslumbre de fotografar, fotografar, fotografar, já nos agachamos com nossas câmeras (e narizes inebriados de lavanda) no meio das 1038 abelhas que estavam fazendo a festa por lá, e ficamos por ali mesmo, rindo horrores das tentativas frustradas de fotografar as bumble bees, as abelhas peludinhas que parecem de desenho animado.

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Eis que, um tempão depois, descobrimos que tinha uma outra metade do campo lá pra cima que estava BEM mais cheia e viçosa!! Os donos são espertos e seguem a lógica do Keukenhof, de plantar as mudas em tempos diferentes pra que sempre haja arbustos no auge da floração desde julho até setembro, que é a epoca da lavanda aqui na Inglaterra.

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Verdade seja dita, o campo é praticamente uma versão lavandística do Keukenhof, porque mesmo que a gente chegue cedo, num domingo de sol, é im-pos-sí-vel tê-lo pra você mesmo, e ele é pequeno demais pra que a gente se perca por lá e fique totalmente circundado por lavandas em flor, daquele jeito que só o Plateau de Valensole faz por você. Então é tudo uma questão de perspectiva (#comotudonavida) e você só teria noção real do lugar se forçasse todo mundo a tirar fotos de ângulo aberto, da altura do olho.

Essa foto aqui embaixo eu tirei agachada, na altura das lavandas, e se tivesse tirado do alto dos meus 1.74m de altura, vocês veriam que tinha um bando de turistas asiáticos que praticamente montou acampamento por ali, apesar de estar explicitado no site que fazer piqueniques no campo não é mais permitido.

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A sorte é que, na vida, ninguém é forçado a só tirar fotos de ângulo aberto, da altura dos olhos! Às vezes você precisa se agachar, dar zoom, se esconder atrás de um arbusto, esperar o sol aparecer, esperar as pessoas saírem do seu enquadramento, mas a beleza está sempre ali, pronta pra se revelar pra quem espera e procura. Às vezes, não existe beleza clássica, porque a vida é cruel e injusta, mas o meu fotógrafo preferido ganhou a vida e ganhou o mundo mostrando que até no sofrimento existe beleza. Uma beleza melancólica, triste, de coração partido, mas que não deixa de ser bela. Que só basta procurar, exercitar a sensibilidade, ter olhos de ver.  E através desse prisma, ele mudou uma vida pra sempre – e muitas, muitas outras no processo, através de uma das iniciativas que eu, na minha humilde opinião, acho que tem maior poder de mudar o mundo: educar e empoderar mulheres para serem o que quiserem ser. E isso tudo com um otimismo realista que é a base do meu ideal de vida.

Não sei, já falei aqui meio superficialmente sobre a minha relação com a internet e mídias sociais, e como amante de fotografia e procuradora da beleza estética em tudo que eu vivo e vejo, eu acho isso muito natural… Não me sinto como se estivesse ludibriando ninguém por mostrar o lado mais bonito, mais poético, mais estético dos lugares aonde vou e da vida que eu levo. Isso existe desde os primórdios da humanidade, o que mudaram são os meios!

Os românticos sempre pintaram, retrataram, versaram sobre o mundo melhor do que ele é. Isso não quer dizer que são mais felizes do que os realistas, os niilistas ou quaisquer outros istas. Simplesmente escolhem ver o mundo com as lentes do otimismo. E que, irremediáveis como são, insistem em ver beleza até na tristeza.

“Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

(…)

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não”

Samba da Bênção, Vinicius de Moraes

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Enfim, não sei se é a Gabi médica que vê diariamente o quanto a vida é breve, ou se é a Gabi fotógrafa que sabe que as melhores composições são aquelas que a gente se contorce, se abaixa, procura ativamente e portanto tem aquela sensação de merecimento, mas o fato é que eu curto o exercício de procurar beleza, de procurar o lado bom. Nem sempre funciona. Nem sempre o botãozinho Pollyana está ligado, e sinceramente? Quem me conhece de fato sabe muito bem disso!

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Mas, as far as philosophies of life go, essa é a minha!

“Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia.

E na perspectiva
Da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitetura.

Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo:
(um templo sem Deus)

Mas é grande e clara
Pertece ao seu tempo
-Entrai,irmãos meus!”

Poética II, Vinicius de Moraes

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Always a good idea

Uma das citações mais velha conhecida dos apaixonados por viajar – justamente por ser tão, TAO verdadeira – é o trecho de Viagem a Portugal, do Saramago:

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: «Não há mais que ver», sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.

É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já”

Essa última parte, pra mim, é a mais real. Voltar a lugares marcantes é sempre uma experiência de auto-conhecimento, e de uma certa forma sempre um recomeço. A gente se lembra das outras vezes que esteve lá, das primeiras impressões, mas principalmente de quem a gente era em cada uma dessas vezes.

Os posts que eu mais gosto de escrever são os mais íntimos, mais filosóficos, que envolvem mais reflexão. Infelizmente, são também os que eu mais enrolo pra escrever, porque começo, penso penso penso na vida e quando começo a escrever de fato, é hora de fazer outra coisa, heheheh. Então, por enquanto, basta dizer que desde a última vez que eu estive em Paris há 10 meses pra visitar o meu irmão, praticamente nada aconteceu como eu imaginava, nem para mim, nem para a maioria das pessoas do meu círculo mais próximo. Como a vida, mesmo nas dificuldades, continua sendo muito generosa, estão (estamos!) todos nos encaminhando, e mais fortes do que antes.

Então quando surgiu a chance de passar um fim de semana com uma das minhas melhores amigas da vida e o marido querido dela em Paris, fiz questão de não deixar passar! Saí de uma das rodadas de plantões noturnos mais brutais que já fiz desde que comecei a trabalhar aqui, dormi uma hora e meia, e como raios eu dei conta da minha listinha de afazeres pré-viagem em uma hora e meia antes de sair de casa, até agora eu não sei. Mas sei que entrei no trem pro aeroporto em alfa, devidamente envolvida pela trilha sonora de Amelie Poulain e morrendo de alegria por estar viajando de novo depois de quase dois meses.

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Mais tarde nesse mesmo dia, nos demos conta de que a nossa amizade já tem 10 anos – uma amizade que nasceu puramente do “santo que bate” numa aula de dança que fazíamos juntas! E nesses 10 anos, já acompanhamos várias fases da vida uma da outra, e nos últimos deles, tive o prazer de conviver com o Murilo, que é uma pessoa tão maravilhosa e que eu admiro tanto quanto a Mah. Então quando cheguei e brindamos com um champagne e comemos uns queijinhos enquanto colocávamos o papo em dia, me senti em casa – no sentido emocional tanto quanto físico – como não me sentia há tempos!

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Seguimos pro rooftop mais badalado de Paris, um pop-up cocktail bar que fica no terraço da loja de departamentos BHV, que por sua vez tem uma localização fenomenal, imediatamente oposta ao Hôtel de Ville. O Le Perchoir Marais foi A descoberta da Marina porque tem simplesmente A MELHOR VISTA da cidade, com direito ao sol se pondo atrás da Torre Eiffel com o Hôtel de Ville em primeiro plano, num ambiente super descontraído e despretensioso. Então bebemos uns drinks, conversamos horrores sobre a vida, conhecemos uns franceses e americanos aleatórios que renderam umas boas risadas, curtimos demais a noite e voltamos pra casa como na época da faculdade – com uma sacola de McDonald’s no colo! Hahahah muito, muito bom mesmo.

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Passamos a sexta-feira flanando pela cidade, começando pela mítica Citypharma, onde mais uma vez morri de dó de não ter sido po$$ível ir de Eurostar dessa vez, porque a variedade de produtos e os preços são bons demais!

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Seguimos em direção à Notre Dame, depois passamos em frente ao Hôtel de Ville onde tava rolando um vôlei de praia que eu achei O MAXIMO, e seguimos para a Paris Plage – a praia temporária que já virou tradição anual à beira do Sena.

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Amei demais o clima veranil na cidade! Nunca tinha visto a beira-rio tão arborizada, e até o próprio rio estava verde! Caminhamos por todo o percurso, batendo papo, até chegarmos ao Museu d’Orsay, que ambas adoramos e que apesar de ser o meu preferido, eu nunca mais tinha voltado desde 2009!

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Almoçamos uma quiche Lorraine maravilhosa no café dos Irmãos Campana, admiramos a vista linda da cidade que se tem a partir do terraço do museu, e seguimos para o famosérrimo relógio que proporciona um jogo de luz e sombra de levar qualquer amante de fotografia à loucura! Depois, claro, curtimos o pièce de résistance do museu: a ala impressionista. Lembro exatamente de ficar hipnotizada ao ver uma professora ensinando seus pupilos de uns 5, 6 anos, todos sentadinhos embaixo de uma das telas mais famosas de Monet. Vou colocar a foto aqui embaixo se tiver paciência de ir catar uma foto de mil anos atrás!

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Seguimos pra Montmartre pra curtir a vista da cidade ao por do sol e jantar no clima boêmio do bairro, apesar de que nenhum de nós queria nem uma gota de álcool, hahaha.

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E no sábado, começamos pelo Museu Rodin, que eu nunca tinha visitado e adorei. Tive um momento quase surreal quando chegamos em frente à Porta do Inferno, que é inspirada na primeira seção da Divina Comédia de Dante Alighieri, O Inferno. Meu avô materno, falecido há quase dois anos, tinha uma cópia grandona desse livro que ficava na parte mais baixa do guarda roupa dele, bem na altura de uma criança de 6,7 anos. Eis que eu tinha um fascínio por aquele livrão enorme (nem deve ser tão grande, mas na época eu achava enorme!) e não sei até que ponto eu posso estar imaginando ou de fato são lembranças, mas eu lembro nitidamente de abrir o livro e nas primeiras páginas ter uma ilustração parecidíssima com a obra de Rodin. Até queria voltar e ver o livro, pra ver qual é, mas achei muito legal como, independente da acurácia da minha memória, aquela obra de arte me teletransportou imediatamente pro quarto dos meus avós, 20 anos atrás!

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Depois dali, fomos a outro museu que eu queria muito visitar: o Musée de l’Orangerie. Outra experiência emocionante. Nem sequer me lembro quando surgiu o meu interesse pela obra de Monet, lembro vagamente das aulas de arte no colégio, do primeiro quadro dele, Impression: soleil levant, cujo nome nunca mais me esqueci, e só sei mesmo que apesar de não ser uma pessoa entendida de arte, minha época preferida sempre foi o Impressionismo. Então de repente me ver numa sala branca, minimalista, iluminada de um jeito etéreo que difunde a luz do dia que entra pela clarabóia, totalmente envolta pelos painéis das famosas ninféias (Nenúfares, em português). Por sorte, o museu estava super vazio, então pudemos sentar e admirar um pouquinho sem que milhares de pessoas tirassem a aura especial do momento.

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Outra coisa sensacional foi que tinha um parque de diversões no Jardin des Tuilleries com um desses air swings sabe, tipo o famoso do parque Tivoli na Dinamarca? Eu tinha aquela imagem mental de um negócio que aplica uma força centrífuga ferrenha na pessoa lá no alto, sem nenhuma proteção, só numa cadeirinha de metal – ou seja, MEDO. Mas na verdade esse é bem menor, e é um jeito sensacional de ver Paris do alto, rodando em alta velocidade, hehehehe.

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Depois encontramos o Murilo na Champs Élysées e fomos visitar a nave-mãe, onde ganhamos uma maquiagem digrátis, então aproveitamos e pedimos uma aulinha de contorno.

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Aí seguimos para as imediações da torre pra almoçar num restaurante EXCELENTE que eles conheciam, o Les Cocottes do chef Christian Constant, que é o bistrô com preços mais acessíveis do que seus restaurantes estrelados.

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Demos mais uma passeada nas imediações da torre, passamos em casa pra buscar minhas malas e eles ainda fizeram a super gentileza de me levar pro aeroporto, com um papo super legal no caminho. Voltei pra casa de alma leve e energia renovada!

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